Várias por dia

As coisas de que já cansei
às vezes me assombram no ouvido,
eu quedo por elas no instante
como tivesse esquecido
a mensagem marcante no peito: "não".
Nelas eu nunca prossigo.

Há coisas de que tenho medo
cutucando um nó na barriga,
delas eu fujo em segredo
como gostasse da briga
entre a vontade e o enredo:
"sim! Duvido".
Com elas eu caço o sentido.

Nas coisas que me fazem mal
e que não consigo largar
escondo uma âncora tal
que é quase um ignorar
de toda a noção de perigo:
"não seja o seu inimigo".
Essas me laçam. No umbigo.