Versos bobos para dias sem rede

Quando eu sumir não estranhe,

na minha engrenagem desaparecer

é um pequeno vexame

que a minha saúde precisa manter.

 

Vou  esquecer de provar

que conheço o fogo que sobe do chão

e escolher caminhar

sem ninguém para testemunhar a paixão.

 

Não estranhe a falta de vídeos,

a falta das fotos de auto promoção,

e a ausência da minha esperança sincera

nos passos da reconstrução.

 

Não espante o silêncio, o vagar

e o desinteresse aparente em mim,

eu só sumo porque sei voltar

e se volto melhor é porque sumo assim. 

 

Eu vou lá, volto já, me esbaldei

pelo meu sumidouro bebendo viver.

Outro dia retorno com o ouro

que as mãos do sumiço garimpam no ser.